Growing up

13 set

Tenho muitos pensamentos soltos… e isso só me atrapalha na hora de organizar minhas ideias. Mas to precisando escrever, e lá vai, é tudo o que sinto no momento.

 

Amadurecer nunca é um processo fácil. Claro, eu sou jovem demais, só que em alguns momentos sinto que já passei por tantas experiências ruins, frustrantes… coisas que puxam pra baixo com muita força em certos momentos, mas que dificilmente eu deixo transparecer. Acredito que é por isso que a arte é tão presente na minha vida. Aquele famoso clichê, uma “válvula de escape”, nunca funcionou tão bem como nos últimos tempos.

Em alguns momentos eu também penso que todas essas situações frustrantes me servem de motivação, como coisas que vem pra me ajudar a refletir, e a me tornar menos ansiosa e impulsiva, características que parecem que nasceram comigo. O engraçado é que todos que me fizeram sofrer de algum modo ultimamente também possuem quase o mesmo jeito ansioso que o meu… é, ainda não encontrei uma explicação pra isso.

O fato é que estou aprendendo a ser mais “easy going”, como dizem algumas grandes amigas. “Deixar rolar” nunca foi uma coisa que gostei muito, ainda mais conhecendo bem minhas manias, de querer prever o futuro, e adivinhar como as pessoas vão reagir às minhas atitudes…

Há alguns anos eu me considerava alguém muito fácil de lidar, hoje já não tenho tanta certeza disso. Mas ok, ainda consigo administrar relativamente bem o meu mau humor. Ou seja, sei me fechar como ninguém, apesar de, hoje, odiar essa capacidade.

Crescer. Deixar as coisas irem. Os sentimentos irem. Aceitar que tudo muda sempre… coisas que repito pra mim mesma diariamente. Acho que tem funcionado, pelo menos por enquanto. Apesar de tudo, ainda me considero a minha melhor psicóloga. Eu, e meus fones de ouvido =)

 

 

A comunicação e os direitos da infância: campo vasto para o fazer jornalístico

7 jul

Reflexões de qual é o real papel do jornalismo nas questões dos direitos da infância e como abordar o assunto foram debatidos em coletiva

Como o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) contribui para a consolidação dos direitos da infância no Brasil, e qual deve ser a abordagem do jornalista em situações que colocam em risco a vida e dignidade de crianças e adolescentes foram debatidos na visita da jornalista Ciça Lessa aos alunos de jornalismo da PUC-SP, na última quarta-feira (15/6). Ciça atualmente é secretária executiva da Rede ANDI Brasil, uma articulação de ONGs (Organizações Não Governamentais), que buscam na comunicação uma ferramenta para a efetivação dos direitos das crianças e adolescentes brasileiros.

 A ANDI foi fundada em 2000, com o objetivo de mobilizar a mídia e a sociedade civil como um todo, além do poder público, para a promoção dos direitos das crianças e adolescentes. A articulação busca, dessa forma, incindir diariamente na pauta da mídia assuntos relacionados ao abusos, crimes e explorações identificados no universo infanto-juvenil.

 O início: universo feminino adolescente

Entre 1989 e 2001, Ciça trabalhou na revista Capricho, como editora de comportamento, e lá passou a entrar em contato com o universo feminino adolescente. “No início, não havia uma clareza sobre quais conteúdos deveriam ser abordados em uma revista para adolescentes, até que a ideia passou a ser impulsionada pela necessidade de se buscar uma publicação segmentada para esse tipo de público”, afirma Ciça.

 Como editora da Capricho, Ciça procurou direcionar a pauta da revista para as principais questões que passaram a fazer parte da rotina das adolescentes, desde espaços para o debate de assuntos relativos à sexualidade, até campanhas de combate à Aids, onde a Capricho tornou-se referência em combate e em divulgação da necessidade do uso da camisinha, principalmente desde o início da vida sexual.

 O ECA e a ANDI

Após a implantação do Estatuto da Criança e do Adolescente houve uma reorganização, viabilizando a criação de órgãos como O Conselho Tutelar (municipal) e Os Conselhos de Direito da Criança e do Adolescente (federal) e a reestruturação do Juizado da Infância e Juventude, que passa a contar com a presença do defensor do Ministério Público, responsável pela resolução de problemas sociais.

 Essa reorganização permitiu que um maior número de crianças permaneçam com suas famílias de origem, ou em casos extremos, tenham suas guardas transferidas para alguém com algum grau de parentesco ou afetividade, impedindo que assim que elas sejam postas em abrigos, medida que não é vista como mais apropriada quando o assunto é a inclusão dessas crianças.

 “O estatuto não foi construído previamente a partir do congresso, mas sim de demandas da sociedade e de entidades dos direitos das crianças, por isso a mobilização dos atores sociais envolvidos no processo foi tão forte”. Para Ciça, as transformações sociais necessárias para que o ECA fosse realmente implementado e cumprido, só poderia acontecer com o auxílio do jornalismo. Ela afirma que, anteriormente ao ECA, existia o “Código do Menor”, que deixava de lado diversas questões socioeducativas agora englobadas no Estatuto da Criança e do Adolescente.

 De fato, não há como tratar dos direitos das crianças sem envolver políticas públicas, é um assunto que envolve investimento e planejamento social, algo bastante amplo. Segundo o “Levantamento Nacional dos Abrigos para Crianças e Adolescentes da Rede SAC” (Ipea, 2003), a falta de recursos entre as famílias dos menores, ainda é a maior causa para que eles sejam postos em abrigos, quase um quarto da população infantil está em abrigos atualmente por conta dessa carência de recursos.

 No entanto, segundo pesquisas realizadas pelo ANDI, a cobertura jornalística sobre o tema ainda é muito pequena e superficial, embora o assunto ganhe destaque quando tratado em planos mais específicos como é o caso dos direitos humanos, exploração e abuso sexual e trabalho infantil.

 Dessa forma, notou-se necessária a criação de um mecanismo de instrução do jornalista para abordar a realidade das crianças que ainda vivem à margem dos preceitos do ECA: foi criada a ANDI, que busca enviar sugestões de pautas para os jornalistas no âmbito das políticas públicas relacionadas com a temática dos direitos das crianças e dos adolescentes. Assim, a ANDI passou a realizar uma análise de mídia: uma clipagem de matérias que tratam de trabalho infantil, educação, exploração sexual, adoção, entre outras principais temáticas. “Ao longo dos últimos 15 anos, a análise possibilitou aos jornalistas perceber as principais qualidades e avanços na cobertura dos direitos da criança” afirma Ciça.

 Como comunicar?

A questão da abordagem de assuntos relativos à violência contra crianças e adolescentes e a regulação da publicidade infantil também foram foco de debate na coletiva. “ A periodicidade do assunto abordado na publicidade deve ser observada com muito cuidado. Uma recente pesquisa do Instituto Alana constatou que a mesma propaganda infantil passa, em média, 16 vezes por hora no mesmo canal”. O fato atenta para a necessidade de regulação, e pela forma e frequência como as crianças e adolescentes devem ser expostas aos diversos meios eletrônicos de comunicação.

 Para Ciça, ainda é necessário que se encontre a melhor forma de se abordar o assunto. “ Não se pode negar que a internet e a TV são meios poderosos de disseminação da informação e do conhecimento, no entanto, é necessário que se trabalhe a melhor forma de se abordar o assunto”. Para a jornalista, é necessário um engajamento dos jornalistas nos efeitos da comunicação sobre a criança e o adolescente.

 Em seguida, a jornalista foi questionada sobre como o jornalismo deve abordar esses assuntos, para que os jovens possam dar sentido à essas informações. “O primeiro passo é ajudar a compreensão através da contextualização das informações” afirma Ciça. Para ela, é necessário também educar os jovens para o mundo midiático atual. “ Agora, todos podem produzir informações, mas é necessário valorizar os conhecimentos específicos sobre os direitos das crianças, ou seja, é necessário que se aplique no jornalismo o que consta efetivamente no ECA” completa a jornalista.

 Links úteis: tfj.org – Federação Internacional do Jornalista

http://www.direitosdacrianca.com.br

http://www.andi.org.br

Mais um texto da facul, dessa vez é uma matéria final pra disciplina de Tutoria :)

em breve, volto com mais textos, pois arrumei inspiração nesses últimos tempos… =*

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não é assim?

29 mai
Maybe I know somewhere deep in my soul
That love never lasts
And we’ve got to find other ways
To make it alone or keep a straight face
And I’ve always lived like this
Keeping a comfortable distance
And up until now I had sworn to myself
That I’m content with loneliness,
Because none of it was ever worth the risk.
[...] e é só um cara que não tem noção de como você gostaria de estar ao lado dele num final de semana qualquer.
mas na verdade, nascemos sozinhos e vamos morrer sozinhos.
não é assim que é?

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Nosso Lar leva grande público aos cinemas

20 dez

longa é visto por mais de 3 milhões de pessoas

foto: divulgação

 

Nosso Lar, adaptação para o cinema de um dos livros psicografados pelo médium Chico Xavier, é baseado em uma das obras fundamentais do espiritismo brasileiro. Ditado pelo espírito André Luiz, que no filme se torna protagonista da trama, o filme foi visto até agora por cerca de 3 milhões de espectadores, e tornou-se um dos mais bem sucedidos desde a “Retomada”, nome que é dado ao período pós 1995, em que o cinema nacional surgiu revigorado e com produções de grande repercussão.

“Me surpreendi com o filme. Não esperava uma produção tão grande, mesmo tratando-se de uma adaptação da obra do Chico, um dos autores mais lidos no nosso país” é o que comenta a vendedora Vanessa de Araújo, que assistiu ao filme na primeira quinzena de outubro.

Bem Recebido – A produção, orçada em mais de 20 milhões de reais, o mais caro da história do cinema nacional, o filme também recebeu o apoio da Federação Espírita Brasileira. É o que afirma o diretor de comunicação da FEB, João Rabelo: “O filme Nosso Lar é a mais ousada iniciativa da FEB na divulgação da Doutrina. O roteiro feito pelos diretores do filme foi acompanhado por dirigentes da FEB para não haver desvio da orientação doutrinária. Ele vale por milhares de palestras. Para se ter uma ideia, a FEB demorou 64 anos para vender 2 milhões de exemplares do livro Nosso Lar; em 13 dias de exibição 2 milhões de pessoas viram o filme. Estamos nos aproximando de 4 milhões de espectadores. A grande bilheteria foi recebida com alegria, mas o que nos interessa mesmo é a mensagem que o filme traz às pessoas, estimulando-as a mudanças internas e a se tornarem pessoas melhores”.

O filme marca a consolidação e o sucesso de produções com novos temas no cinema nacional, que vão além do eixo comédia – romântica, favela e drama. Por conta do Brasil ser o país com a maior população de espíritas do mundo, “Nosso Lar” já contava com boas expectativas desde antes de seu lançamento. Entretanto, não só a comunidade espírita vem prestigiando o filme. “ Não sou espírita, mas fiquei curioso a respeito do filme, pois vi comentários sobre ele em em diversos lugares, desde a TV, amigos e internet. Aí decidi conferir se toda essa expectativa sobre o filme se confirmava: achei muito bem produzido, apesar de não concordar com algumas passagens, como sequência onde os judeus vítimas do holocausto chegam ao Nosso Lar. É uma cena com muitas contradições entre crenças”, Afirma o estudante Guilherme Ambrosio, que também assistiu ao filme na primeira quinzena de outubro.

“Nosso Lar” é a mais grandiosa produção nacional, e não surpreendentemente, após o sucesso no mesmo ano do filme biográfico de Chico Xavier, alcança recorde de público em muito pouco tempo. Filmes com essa temática conquistaram espaço entre as produções nacionais, e vêm mostrando que filmes produzidos aqui também podem contar com orçamentos gigantescos e abundância de efeitos especiais, pois o retorno para esse tipo de produção já se mostra certo.

 

Maaais uma matéria ;*

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Mostra de cinema nordestino é destaque em São Paulo

20 dez

Festival Organizado pelo SESI abre espaço para produções nordestinas

 

 

Entre os dias 4 de outubro de 9 de dezembro, diversas cidades do estado de São Paulo recebem a 5º Mostra Paulista de Cinema Nordestino. Com eventos realizados nas unidades do SESI na capital e no interior, a Mostra busca levar a produção audiovisual produzida no nordeste para as outras regiões do país, divulgando e proporcionando com que os habitantes do estado, além dos nordestinos que moram em São Paulo, entrem em contato com as produções nordestinas.

Entre outras atrações, destacou-se a Oficina de leitura crítica ocorrida no último dia 08/11, que contou com a participação de Gregório Bacic, jornalista e cinedocumentarista. Ele coordena a Mostra, e afirma que é um avanço a produção cinematográfica fora do eixo Rio – São Paulo estar se consolidando: “ O Nordeste é um polo de produção audiovisual e de organização de festivais de cinema (Recife – Cine PE, Fortaleza – Cine Ceará, – São Luís, Festival de Cinema Guarnicê, Natal – Festival de Cinema de Natal) entre muitos outros. Entretanto, é necessário que eventos como esse aconteçam para que essas produções alcancem visibilidade fora de suas regiões”. Diz Bacic.

Consagração – Entre os filmes da mostra, destacam-se produções já premiadas e consagradas, como o longa “Vida Maria” do cineasta cearense Márcio Ramos. Produzido em computação gráfica, foi o filme mais premiado do país nos festivais de cinema em 2007, e será exibido ao público na mostra de curtas-metragens em praticamente todas as unidades do SESI do Estado. Temas atuais e gêneros que fogem dos tradicionais temas regionais, que exploram as dificuldades do povo nordestino, são o foco da mostra. Nesse contexto encaixam-se os documentários “Um lugar ao sol” e “As aventuras de Paulo Bruscky”, do cineasta pernambucano Gabriel Mascaro. O primeiro título retrata o ponto de vista das pessoas que vivem em coberturas de Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

A Oficina ministrada por Gregório Bacic pode ser considerada uma das principais atrações da Mostra. Realizada no mezanino do SESI na Av. Paulista, foi uma oportunidade de interessados no cinema nacional discutirem sobre o futuro e as principais características das produções nordestinas. “Acredito que há um dualismo entre as produções cinematográficas que focam no “regional” e aquelas que buscam influência de fora da realidade estigmatizada do nordeste, mas acredito que esse dualismo só contribui para a evolução do cinema nordestino, pois essas temáticas (regionais) já foram exploradas demais” é o que comenta a estudante de publicidade e propaganda Carla Siqueira, 22.

A Mostra de Cinema Nordestino de 2010 consagra-se como um evento essencial à divulgação e debate das produções cinematográficas realizadas no nordeste, além de proporcionar uma maior democratização do cinema no estado, promovendo exibições em centros comunitários das regiões mais periféricas, fazendo assim com que os nordestinos radicados em São Paulo também entrem em contato com as produções artísticas produzidas em sua terra natal.

 

Mais uma matéria que fiz para a disciplina de Introdução ao jornalismo =)

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Sites e Editoras Ajudam na Divulgação do Universo das HQS

30 nov

capas de "Aquaman" e de "Batman"

Um espaço na internet dedicado à aficionados pelo universo das histórias em quadrinhos, e com um acervo impressionante, que pode ser consultado por qualquer pessoa que se interesse: este é o gibiraro.com.br, site formulado pelo professor universitário Kendi Sakamoto, e que em pouco tempo tornou-se um dos mais completos acervos sobre o tema na rede.

Sendo o maior colecionador de gibis antigos do Brasil, Kendi afirma que ” Quando garoto, eu achava que se alguém não catalogasse as revistas já publicadas no Brasil sobre quadrinhos, o país perderia uma memória que foi significativa para a  educação de muitos jovens. E como nenhum ministério da educação fez qualquer coisa a respeito, e nenhum outro instituto cultural ou biblioteca também, resolvi eu mesmo deixar a preservação desta memória Fui colecionando e guardando mais de 70 mil gibis “. O site conta atualmente com cerca de 12.199 capinhas.

Ele também é administrador da editora Laços, ainda de pequeno porte, mas que conta com publicações voltadas para o universo das Hqs. Kendi afirma que ” Na necessidade de publicar livros sobre quadrinhos, também montei a editora Nela publicamos livros da série “No tempo das matinês” que trata de heróis do cinema antigo e um pouco de quadrinhos. E o “Mocinho do Brasil”, a história de um super herói chamado Tex, que já vendeu exemplares inclusive para a Itália e para o Uruguai”.

Universo Paralelo – Porém quem pensa que o segmento de quadrinhos é concentrado em um grupo, ou em uma faixa etária específica, está enganado: o surgimento de vários blogs e sites que tratam do tema mostra que os apreciadores das histórias de “Hulk”, “Flash Gordon” e cia não são poucos. Os blogs planetamongo.wordpress.com e nostalgiadoterror.com são exemplos de espaços onde os fãs de Hqs podem trocar informações, gibis fora de circulação, além de entrar em contato com outras pessoas que possuam os mesmos interesses. “ O blog é uma das melhores formas de entrar em contato com quem aprecia quadrinhos, cinema fantástico e animação em geral” alega o autor do blog Planeta Mongo, Francisco Ucha. Jornalista e e desenhista, ele cuida sozinho do site que, embora não seja atualizado com tanta frequência, conta com posts extensos e explicativos sobre diversas sagas, e conta com curiosidades acerca do universo dos quadrinhos.

capas de "Rosalinda" no Gibi Raro

Páginas como o Gibi Raro mostram que na internet o espaço para as Hqs é presente, e que na rede pessoas com conhecimento sobre o tema não são poucas. O acervo de Kendi Sakamoto é somente um exemplo de como os quadrinhos influenciaram e continuam a influenciar diversas gerações, e de como sites especializados no tema contribuem para a preservação da memória de várias publicações.

ps: Matéria que fiz na faculdade, para a aula de Introdução ao jornalismo. Depois posto outras que acho que ficaram boas rs. Pelo menos, elas tiveram o aval do professor!


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Hopeless?

23 out

Meu curso está em greve, pra quem não sabe, o jornalismo da PUC -SP.
Espero que as melhorias venham com essa paralisação, pois nosso curso está realmente sucateado, como disse uma aluno na assembleia de segunda: instalações péssimas, professores sobrecarregados, e outros professores praticamente “fantasmas”, que deram 50% da aula em um semestre, por exemplo.
Existem váárias outras questões sendo abordadas nessa greve, como a novela da implementação da agência online do curso de jornalismo, que consta na grade curricular, consta no SITE DA PUC… mas ela simplesmente não existe, entre outras coisas.
Olha aí a carta dos estudantes de jornalismo que foi enviada aos principais órgãos de imprensa:

 

Alunos de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, que entraram em greve há 5 dias junto com professores, divulgaram hoje carta explicando as razões da paralização. Veja íntegra abaixo.

Desde segunda-feira, 18 de outubro, o curso de jornalismo da PUC-SP encontra-se em absoluta paralisação devido a reivindicações de longa data não atendidas. Em reunião realizada na sexta-feira (15) o Conselho Superior de Administração (Consad) – órgão de deliberação máxima da universidade, cujos componentes com direito ao voto são o atual reitor, Dirceu de Mello, e os dois secretários da Fundação São Paulo, os Padres Rodolpho Perazzolo e João Julio Farias –, mais uma vez adiou a aprovação imediata da Agência de Jornalismo Online, laboratório de produção e difusão de notícias destinada aos alunos do curso, cujo projeto se arrasta desde 2006. Esse motivo foi o estopim para o início de uma greve por tempo indeterminado, já decidido em assembleia.

Em 06 de outubro, o Departamento de Jornalismo enviou uma carta à Reitoria explicitando que, caso as reivindicações sistematicamente apresentadas à administração da universidade não fossem justamente atendidas, os professores entrariam em greve. Entre as reclamações estão, em especial, a implementação imediata da Agência de Jornalismo Online e o atendimento a exigências mínimas para ministrar aulas (como projetores disponíveis em sala, melhores condições na estrutura física do prédio, caixas de som para garantir áudio de transmissões feitas em aula, que professores estão trazendo de casa, por exemplo).

A medida foi tomada como forma de protesto e luta por uma educação de qualidade, digna, crítica, emancipatória, na contramão das medidas que vêm sendo tomadas pela Reitoria e Fundação São Paulo, reflexo da conjuntura da educação em todo o país. Queremos uma educação que não seja pautada pela adequação ao mercado com o puro objetivo de lucro.

Agência de Jornalismo Online

Em 2006, quando foi realizada a reforma curricular do curso de Jornalismo, a Agência de Jornalismo Online foi aprovada como item básico para ampliar a abordagem e o aprendizado dos estudantes com a ferramenta de web, contribuindo com o desenvolvimento do curso como um todo. Sua implementação, no entanto, consiste apenas em uma sala pequena com alguns computadores, uma linha telefônica, alguns outros equipamentos, como impressora, além de um professor para orientar o funcionamento da agência laboratorial de jornalismo feita pelos estudantes.

Ao invés de sua aprovação, a deliberação do Consad foi de que o Pró-reitor de Planejamento, José Heleno Mariano, elaborasse um documento a respeito dos custos com materiais, horas administrativas e, provavelmente, um plano de corte de custos – isso porque a grande preocupação levantada pelo Padre João Júlio é que a implementação da Agência acarrete em redução de faturamento com o curso de jornalismo, um dos mais lucrativos da universidade. Dessa forma, ficou decidido que o projeto teria de voltar a ser avaliado em outra reunião do Consad, contrariando justamente o que foi acordado entre o departamento de jornalismo da universidade.

A espera para a implementação da Agência Online, cujo projeto já foi aprovado em todas as instâncias da PUC-SP, já ocorre desde 2008. Contudo, a PUC-SP publiciza a Agência Online em seu site oficial para fomentar a inscrição do vestibular para o curso, divulgando a existência de dois professores responsáveis pelo seu funcionamento. Essa propaganda enganosa ludibria os estudantes, além de ser cabível uma acusação de estelionato , de acordo com o Código Penal Brasileiro, um crime econômico, em que se obtém vantagem ilícita em prejuízo alheio, ao induzir o outro ao erro utilizando artifício fraudulento. Em consequência disso, a turma do 4º ano – que está prestes a se formar –, é a primeira do novo currículo e nunca pode usufruir da Agência.

A diretora da Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes da PUC-SP (Faficla), professora Sandra Rosa, também tem sido um grande obstáculo à implementação da Agência. A professora não só guardou o projeto em sua gaveta durante meses, alegando que não estava em sua posse, como agora solicita a elaboração de um regimento já existente para que a Agência tenha de ser novamente aprovada em todas as instâncias burocráticas da universidade.

Além da imediata implementação da Agência de Jornalismo Online, sem corte de custos que prejudiquem o curso e os professores, os estudantes e professores do curso decretaram greve reivindicando, também, o fim da maximização dos salários dos docentes, a constituição o quanto antes da Faculdade de Jornalismo, infra estrutura mínima para a qualidade das aulas, contratação de professores por tempo indeterminado sempre que necessário, esclarecimentos a respeito da reforma do prédio onde se localiza a Faficla com participação estudantil na elaboração do projeto e garantia da manutenção dos espaços de convivência e salas das entidades estudantis representativas.

O funcionamento de uma Agência de Jornalismo Online é considerado de vital importância para a atualização do curso, diante de um contexto em que as maiores expansões no jornalismo se dão no meio virtual.  A PUC-SP é uma das últimas Universidades do Brasil a ainda permitir aos professores a liberdade de cátedra, o que resulta no perfil crítico e combativo do curso, proporcionando aos estudantes conhecimento humanístico e político, essencial para a formação de bons jornalistas.

Diante dessa conjuntura, os professores e estudantes do curso de jornalismo da PUC-SP reafirmam que não vão se retirar da greve até que suas reivindicações sejam atendidas. As exigências não tratam-se de simples questões pontuais, mas de um posicionamento concreto de que não serão aceitas passivamente medidas da administração da universidade que sejam prejudiciais a uma concepção de educação laica, de qualidade, emancipatória e de maior acesso a todos e todas. A luta é para a constituição de uma universidade enquanto uma ferramenta de radical transformação da nossa sociedade.

 

E é isso. Claro que eu não to gostando de não ter aula, e correr o risco de ficar até dezembro repondo aulas… mas é o futuro do nosso curso que está em jogo, e a hora de reclamar e clamar por mudanças é agora.

 

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You know what I hate?

20 out

That feeling where you don´t give a fuck about nothing, or nobody. When you just want everything to disappear and tears just wont… cant´s stop falling. Everything that is wrong in your life, all those feelings just combine and you feel as if you just can´t move on anymore. You feel as your the most useless person on the planet… yeah, that feeling.

That feeling when you think about everything that you can´t take your mind off. The constant things that just keep going wrong, and nothing seems to go right. Where it´s as if you trapped and you can´t escape such a painful life. I hate it.

 

 

 

 

 

 

no one seems to give a damn about me.

 

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O Brasil Como Sociedade Moderna – Conceitos Sobre a Implementação do Capitalismo

7 set

“Capitalismo Tardio e Sociabilidade Moderna” traça um panorama histórico sobre o século XX no Brasil, abordando aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais para propor uma reflexão crítica sobre como o nosso país se inseriu na contemporaneidade. E como as consequências da implementação tardia de políticas de desenvolvimento, que estimulam a concentração de renda, agem sobre a realidade atual.

A urbanização acelerada, percebida entre os anos de 1945 à 1964 foi decisiva para a consolidação de novos padrões de consumo. A industrialização teve impacto direto na rotina do brasileiro, e fez com que novos parâmetros de consumo e modos de vida fossem implementados. O texto se mostra bastante detalhista na descrição de novos produtos e hábitos que passam a fazer parte da rotina de parte da população. Mudanças na moda, na música, e novos hábitos que foram sendo consolidados, como o de “comer fora” são citados no texto para exemplificar como determinados setores de nossa sociedade se inseriram na modernidade.

Entretanto, nem toda a sociedade brasileira se beneficiou da crescente modernização dos modos de vida e da permanente transformação nos hábitos de consumo. Com a rapidez da industrialização, rapidamente novas forças de trabalho foram requisitadas para a aceleração do processo. Com isso, os movimentos migratórios do campo para os centros urbanos se tornaram a forma da até então maioria da população inserir-se nesse modelo contemporâneo.

Contudo, rapidamente os migrantes, negros e demais pessoas que construíram os setores de baixa renda em nossa sociedade tornaram-se estigmatizados por oportunidades de emprego de mão de obra pouco qualificada. O fato da economia brasileira ter se industrializado tardiamente é fator crucial para a explicação desse fenômeno, além de carregarmos o recorde histórico de regime escravagista em todo o mundo, que não deu à população negra nenhum subsídio para que se desenvolvesse economicamente e socialmente.

A construção de uma mentalidade mercantil, principalmente nos setores mais privilegiados da sociedade brasileira, fizeram com que a família se tornasse uma instituição de ascensão social, ou seja, a elevação na hierarquia do trabalho passa a ser objetivo comum na típica família de classe média brasileira, principalmente a partir da década de 1950.

Contudo, as possibilidades de ascensão social, tão proclamadas pelo capitalismo implementado com a industrialização, são quase sempre limitadas. Apesar do modelo capitalista implementado no país apresentar fortes elementos individualistas, de competição, utilitarismo, etc, a presença marcante de valores religiosos, além de outros fatores presentes em nossa sociedade, leva-nos a crer que essas instituições teriam um poder de por freio ao funcionamento destrutivo do capitalismo em sociedades tardiamente industrializadas como a nossa, tornando de certa forma o capitalismo mais humanizado.

Porém, a afirmação acima é passível de muitas contestações, pois apresentamos uma das taxas de distribuição de renda mais desiguais do mundo todo, o que faz com que a sociedade brasileira apresente “ 3 mundos” em apenas uma sociedade. A discrepância entre as elites, a classe média e a população de baixa renda se tornou descomunal ao longo do século XX.

A implementação da cultura de massas, com a importação de uma indústria cultural americanizada, percebida principalmente após o início do regime militar em 1964, e o surgimento de monopólios de comunicação que atendem interesses específicos também são parte importante no processo de construção de nossa sociedade moderna. Pois, quando a imprensa se comporta de modo a criar consensos numa população, em nome de interesses elitistas, o debate de idéias e a contestação passam a ser reprimidos e reduzidos a zero.

Em suma, após o período de redemocratização na década de 1980, o Brasil vêm se consolidando como uma economia em ascensão, com uma democracia relativamente estável, entretanto apresentamos uma desigualdade social gritante, que dificulta a inserção real do país no mundo plenamente desenvolvido economicamente.

Texto que fiz pra aula de Sistemas de Informação novamente. É um dos que mais gostei até agora, enfim. Acho que estou melhorando!

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now it´s time to do.

30 ago

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